domingo, 5 de abril de 2009

A Outra Alternativa (ou A Burrice da Autora).

Oi, prazer, meu nome é Luisa. Meu coração bate mais rápido quando vejo filmes românticos, mas raramente acho um que me faça chorar. Meu coração praticamente para a cada gol do meu time, e sempre choro quando vencemos uma final. Meço 1,76, peso 50 kg, e odeio quando falam que todas as roupas foram feitas só pra quem tem corpo de manequim, pois tudo que é M fica largo demais em mim, e tudo que é P fica curto demais. Adoro dançar, mas toda vez que estou numa festa e tenho vontade de dançar, o que me impede é a lembrança de uma fita da festa de 15 anos de uma amiga, em que estou dançando desengonçada like a retard. Minha imagem nessa fita é a coisa que mais me envergonha no mundo, e acho que esse é meu maior podre, então você que está lendo me deve um podre seu, rs. Sempre ouvi que escrevia bem, e acreditava nisso até o ano passado, quando tirei um 5 na redação da PUC, e desde então não consigo mais escrever metade do que eu (achava que) conseguia antes. Minha auto estima é um cu, por isso é bem fácil de me deixar mal, já que 50% do tempo eu já estou me achando um cocô. Amo e valorizo demais meus amigos porquê eles conseguem fazer com que eu relaxe e me sinta bem comigo, então se você que está lendo é um amigo meu (probably, rs), obrigada. Amo música, baixo música compulsivamente, e mesmo quando não estou ouvindo música, parte de mim está pensando em música. Odeio falsa modéstia mais do que odeio convencimento, afinal de contas, o primeiro é simplesmente tentativa de disfarçar o segundo e parecer coitada. Tento sempre falar o que penso, inclusive quando sei que o que eu penso é babaca, escroto e errado, só por que não quero nunca ser hipócrita. Gosto de beber, mas não bebo pra ficar bêbada, acho isso escroto, sinto muito. Acho mais divertido virar a noite nerdiando do msn e em certos mmorpgs do que virar a noite em chopadas na lapa, mas sei que é só porquê a maioria dos amigos que aprecio a companhia não faria o segundo tipo de programa. Só sinto sono cedo quando faço algo extremamente exaustivo, física ou mentalmente, durante o dia. Sempre acho que seria melhor saber o que as pessoas realmente pensam de mim, mas sei que se algum amigo meu dissesse " quer saber o que eu realmente acho de você, mas não tinha coragem de dizer pra não te ofender ? ", eu que não teria coragem de ouvir. Tenho medo de filmes de terror orientais com garotinhas pálidas de cabelos pretos e compridos. Sei que é um medo irracional e que elas não existem, são atrizes, mas isso não evita que eu passe correndo pela ladeira escura do meu prédio quando chego em casa à noite, nem me deixa mais segura pra olhar pras sombras escuras e disformes (obrigada, miopia) do meu quarto à noite. Tenho medo de morrer. Quando penso que a contagem pra minha morte já começou, que minha vida está inevitavelmente andando para o ponto em que irei parar de respirar, pensar, existir, para simplesmente ficar embaixo da terra por uma eternidade infinitamente maior do que estou vivendo, fico sem ar e meu coração bate mais rápido, como que contrariando. Nesses momentos que odeio minha fraqueza e covardia, desejando ser impulsiva pra não deixar de aproveitar nada antes que seja tarde. Porém esse medo é o que menos me aflinge, justamente por ser o que mais me forço a não pensar. Quando era criança, ou quando era mais adolescente, me apaixonava fácil. Hoje em dia, não me lembro mais como é se apaixonar. Assim que conheço bem algum garoto em potencial, penso logo no que impediria ele de gostar de mim (ao contrário do que a maioria das pessoas faz, eu acho). Sou superficial, e essa é a única parte hipócrita em mim que não consigo me livrar. Noto beleza antes de conteúdo, mas se tiver a chance de passar mais tempo com a pessoa, 99,9% das vezes vou aos poucos percebendo melhor seus traços, até achar seu lado bonito, e, dependendo da pessoa, seu lado feio. Não sei se estou certa, mas penso que isso é puramente psicológico, e a maior prova disso pra mim é que não consigo achar amigo nenhum meu feio (também não consigo achar torcedor nenhum do Fluminense feio, mas essa história eu explico depois, pra quem não entendeu). Continuando no campo da estética, não gosto de 80% das fotos que tiro. Quando a foto é em grupo, eu sou sempre a que sai estranha, torta ou falando. SEMPRE. Fotos de festa são um soco na minha auto estima, mas eu sempre me deixo levar pelo clima da festa e acabo tirando mil fotos. Quando eu era criança, minha mãe me criou basicamente através de TV Cultura, livros de contos de fada e quebra cabeças, tentando sempre (e conseguindo quase todas as vezes) me afastar dos CDs do É o Tchan!, programas da Xuxa, e qualquer outra coisa da Globo e MTV em geral. Vocês podem entender então porquê "culpo" ela por meu nerdismo né. Graças a ela, conheço incontáveis contos de fadas, em milhares de versões diferentes. E graças a ela, cresci acreditando demais nesses contos de fadas cheios de finais felizes, para mais tarde, passar a odiá-los e a querer desacreditar completamente em tudo isso cada vez que algo não ia bem. Hoje em dia posso dizer com toda certeza que não acredito em felizes para sempre, em o bem sempre prevalecendo sobre o mal, mas que existe uma grande parte de mim, a que eu sempre tento (mas nem sempre consigo) não ouvir, que quer acreditar em tudo isso. Tanto que estou aqui. Escrevendo tudo e mais um pouco sobre mim, o que eu posso contar, e o que eu sei que não deveria falar. Estou dando a você que está lendo o material perfeito pra fazer da minha vida um inferno, se quiser. Então por quê estou escrevendo isso tudo, por quê vou apertar em "Publicar Postagem" ? Simplesmente porquê prefiro acreditar na outra alternativa.

2 comentários:

  1. Adoro seus textos D:
    srsly

    Na PUC também tirei 5 ASHUSAHU mas na UFF tirei 9, então não entendo qual é a dessas redações de vestibular.

    Eu queria dizer coisas mais bonitas, mas não to muito no espírito D:
    Mas eu adorei ler esse texto, me fez conhecer mais você, sei lá D:

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  2. Eu li isso de um jeito "diferente".

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